17 de fev. de 2012

Na Mira do Régis - Carnaval

O Carnaval está chegando e, com ele, mais um festival de "tudo é lindo e maravilhoso", "todos estamos felizes", "é a festa mais linda do mundo" e outros clichês do gênero. Toda esta alegria esconde um lado que pouca gente gosta de abordar.

Regis Tadeu, como sempre, vai a campo e faz justamente os questionamentos que todo mundo gostaria de fazer, mas que não tem coragem de perguntar. As respostas dão a real dimensão do que esta festa realmente significa...




8 de fev. de 2012

10 erros de quem aprecia o rock and roll no interior do oeste paulista e nas longínquas terras de Inocência...


por Ailton Junior



  1. Ir ao Rock in Rio para assistir ao Guns and Roses

  2. Nunca ter escutado o álbum "Is This It" dos Strokes

  3. Dizer que só escuta rock nacional por entender as letras

  4. Pedir pra banda tocar "Rock and Roll" do Led Zepellin

  5. Não saber a relação entre Rita Lee e Os Mutantes

  6. Arrepiar ao escutar "Pais & Filhos"

  7. Confiar que "Rock and Roll All Nite" é o hino do rock

  8. Não saber que uma banana não é apenas uma banana quando ela vier acompanhada dos nomes "Velvet" e "Underground"

  9. Ir ao Vila Dionísio assistir ao Bon Jovi Cover de São Paulo

  10. Fazer a infame comparação entre Beatles e Backstreet Boys.

1 de dez. de 2011

Alípio - o Sapateiro Poeta



Do mato à cidade


A vida segue calma e mansa pra quem sabe guiar-se pelos caminhos que ela oferece. Aos que arriscam-se desatentos, resta apenas a boa sorte.

Para essa sabedoria, o poeta Alípio - sujeito simples, de fala mansa e voz grave - tem uma na ponta da língua: "Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas". E não acabam por aí as rimas e versos que brotam da alma desse poeta paranaibense, nascido em 1943, às margens do Rio Barreiro, numa rústica cabana, em meio ao mato do cerrado.

Alípio Ferreira de Moraes, filho de Bento Ferreira de Moraes e Emiliana Rosa da Conceição, começou a fazer rimas e versos aos sete anos, segundo ele, "para conquistar as meninas". Fosse em meio ao trabalho na roça ou durante o caminho à cidade, quando percorria a estrada de chão para buscar provisões na pequena vila de Paranaíba, a mente de Alípio sempre esteve conectada à arte da rima.

Por sorte, reconhece, com muita sabedoria o seu pai deixa a zona rural e decide mudar-se pra cidade em 1955, com o único intuito de educar os filhos na escola. Isso deu oportunidade ao jovem de conhecer as letras e outras ciências. Aluno muito estudioso e aplicado, Alípio retira o diploma do 4º ano em 1958, aos 15 anos, com notas que denotam um fervoroso gosto pelos estudos, o qual ele conserva até hoje.


A obra


Ainda assim, Alípio somente começou a conceber sua obra de poeta há pouco menos de 10 anos, devido ao incentivo de seus familiares e amigos. A partir disso, começou a juntar e produzir material para o primeiro disco, e então sua identidade de poeta desenvolveu-se e amadureceu. Sapateiro por profissão, poeta por necessidade, Alípio já lançou dois álbuns com poemas próprios e de outros.

Gravados com um orçamento modesto, a produção de "Frango na Cara" (2006) e "Filho do Mato" (2011) é do próprio autor, que concebe tanto a arte de capa bem como as músicas tocadas no fundo de cada verso do disco. E antes que você pense que é apenas um trabalho despretensioso, todos os seus poemas estão registrados na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, selando definitivamente sua obra para a posteridade, e protegendo-o de possíveis aproveitadores.


Estilo


Tendo consigo a poesia desde menino, Alípio desenvolveu seu estilo com muita personalidade e perspicácia, dominando hoje (como poucos) a arte da poesia sertaneja.

Seus poemas são concebidos para serem declamados; enquanto a métrica de cada verso confere a rítmica perfeita para seu estilo de declamação, as rimas simples e alternadas proporcionam estrofes capazes de contar muitas histórias, como, por exemplo, a famigerada história (já contada aqui no Espaço Por Fora) sobre o finado João Simão, no poema "João Simão e o Batedor". Ou então sua mais famosa poesia, que dá nome ao seu primeiro disco "Frango na Cara", que conta a história de uma esposa furiosa com o marido.

"Filho do Mato", o seu mais novo álbum de versos, segue a mesma fórmula do álbum anterior, porém os 13 poemas são inéditos, todos de sua autoria, cada um com cerca de três a cinco minutos de duração, semelhante ao tempo das canções populares. Essa é também uma outra fórmula escolhida por Alípio, o que garante seu sucesso como poeta, já que ele não gosta de perder tempo, preferindo mandar o seu recado sem muitos rodeios e antes que o ouvinte tenha a atenção desviada.

Por isso, "Frango na Cara" e "Filho do Mato" são discos de poemas muito bom de serem ouvidos. Na abertura do segundo, o poeta traz um alerta no poema "O Fumante", e posteriormente retoma com conselhos e sabedorias populares em "Filosofando". Na poesia "Filho do Mato", o poeta paranaibense conta um pouco de sua vida, tendo como pano de fundo a paisagem rústica do sertão sul-matogrossense. "Caboclo Genuíno" é sua homenagem ao amigo Dico Quirino, outro saudoso poeta paranaibense; e em "Pescaria de Poetas", Alípio demonstra o reconhecimento a outros colegas de rima. Esses são apenas alguns dentre os outros poemas que compõe a sua obra.


O poeta do povo


Entre o cotidiano na sapataria e a lida com a pena, o poeta segue de peito aberto construindo novas rimas para seus admiradores. Mas quem quiser juntar-se aos inúmeros ouvintes que acompanham Alípio, terá que acordar bem cedo, pois o poeta sertanejo está ao vivo, todas as sextas, às 5:30 da manhã na Rádio Difusora AM. Segundo o próprio poeta, há quem não comece o dia sem ele!



ONDE ADQUIRIR OS DISCOS?

Sapataria do Alípio - Rua Theódulo Mendes Malheiros, 1075 - Santo Antônio.

Escritório O Interativo - Rua Dr Mário Correia, 1.200 - Centro.


O poeta Alípio tem um recado para os políticos! Veja em www.interativoms.com.br


28 de nov. de 2011

Fogo no Cerrado 2011

O Festival de Música Independente Fogo no Cerrado terá sua quarta edição nos dias 06 a 11 de dezembro de 2011 na capital morena de nosso estado, Campo Grande. Para quem estiver de férias, ou até mesmo encarar algumas horas de estrada para poder conferir os shows, irá valer a pena. O festival terá várias atrações como por exemplo a banda "Apanhador Só" que este ano concorreu no VMB 2011 realizado pela MTV na categoria "Revelação" e também bandas com nomes um pouco inusitados como a banda "Merda". Para maiores informações procure a página oficial no Facebook; Fogo no Cerrado

Brasil na rota da Música


De 2009 pra cá o Brasil está sendo abastecido com festivais que andam mudando a cena musical, antes tendo apenas Shows isolados, e quase sempre sua banda favorita não descia em solo tupiniquim para apresentações, os festivais como o SWU, o Planeta Terra e o Rock in RIO são hoje a grade de eventos nacional, aquela que traz opção a todos, musicalmente falando, e por loteria acaba sempre vindo algum artista que você gosta particularmente, sem contar com as mega estruturas que esses oferecem aos espectadores. Mas sempre tem lugar pra mais um, ano que vem iremos contar com o Lollapalooza, este que já é conceituado no exterior de longa data assim como o Rock in RIO, que vendeu seu tema para os europeus e fez uma marca consolidada. O Lollapalooza, será um evento que dá para nós avaliarmos como "O tapa buraco", não desfazendo do evento, longe disso, mas é assim que imagino, ele irá tapar os buracos que os outros festivais deixaram. Por exemplo algumas bandas que irão alimentar o Lollapalooza como o Arctic Monkeys, Foo Fighters, MGMT e Cage the Elephant que poderiam ter vindo em alguma das edições do SWU ou no próprio Rock in RIO, tem também as nacionais como O Rappa, Wander Wildner, Velhas Virgens e as quase extintas Plebe Rude e Pavilhão 9, sem contar com outras inúmeras bandas que lá estarão. Este é o conceito de "tapar buracos", é justamente trazer para se apresentar quem você nem imaginava, ou achava que iria demorar muito até alguém se tocar e traze-los. Acessem o site oficial do evento para o List completo dos artistas. E vamos rezar para que o Lollapalooza emplaque e seja sempre mais uma opção boa para todos nós. ;)

Um fim de semana histórico em Paranaíba

Um fim de semana que Paranaíba não via a tempos, assim foi este último que contou com duas festas que tiveram em foco duas bandas da cidade, que não são do gênero sertanejo. Para provar que a cidade conta com muitos adeptos de Rock'n'Roll os dois eventos tiveram com Casa cheia e trouxe opção aos jovens paranaibenses e estudantes que aqui residem.
As bandas surgiram da antiga Madame Vexame, esta que reacendeu a chama do Rock na cidade e veio ao fim com quase um ano de existência. Mas como diz o ditado "a males que vem para o bem", com o fim da Madame, surgiu os "Hammadorys" e "Bicicletas Voadoras", que são distintas em seus repertórios e trazem muita opção ao público noturno da cidade. Agora temos que manter a tradição do Rock na cidade, e não deixar o "Sertanejo Universitário" imperar novamente ! E que venha mais bandas !!!

22 de out. de 2011

O Tereré, a cultura e a política


Herdado dos nossos ancestrais indígenas, adotado por nossos irmãos paraguaios e posteriormente chegando ao Mato Grosso do Sul, o tereré é atualmente um dos principais elementos da cultura sul-matogrossense. Fora da região sul, o nosso estado é o que mais produz a erva-mate, demonstrando o quão importante tem sido essa bebida para nossa economia e cultura.


A erva-mate (de nome científico Ilex paraguariensis) utilizada no preparo da bebida é a mesma do chimarrão, embora o preparo das duas seja diferente, onde a do tereré resulta de uma tritura grossa, enquanto que a do chimarrão é mais fina, assemelhando a um pó verde.


As origens da bebida possui várias versões, uma delas diz que, para não acender fogueiras nos acampamentos, os soldados combatentes na Guerra do Paraguai começaram a beber mate frio, evitando denunciar suas posições ao inimigo. Outra versão da origem é que os indígenas, ao levarem o gado de um lugar ao outro em comitivas, usavam a erva para coar a água dos rios, evitando assim a doença da barriga-d'água.


Como estamos numa região de muito calor, o tereré tornou-se um meio muito eficaz e prazeroso para a ingestão de água, o que não só alivia o calor mas ajuda o metabolismo do corpo. Uma substância presente no tereré é a cafeína, daí a sensação revigorante causado pela bebida.


Embora tenha sua importância cultural e econômica, o tereré é muitas vezes estigmatizado como prática de "quem-não-tem-mais-o-que-fazer-na-vida". Julgado e condenado pelas regras da moral e boa aparência, o tereré chega a ser proibido em empresas e comércios da cidade, o que certamente não ocorre em cidades da região sul do país, onde o chimarrão é igualmente consumido por todos, e muitas vezes disponível aos clientes, assim como o cafezinho ou o chá. Em muitas entrevistas de personalidades políticas, é possível ver algum gaúcho empunhando a cuia de chimarrão, pois fazem questão de mostrar quem são através de seus símbolos culturais. Já aqui em Mato Grosso do Sul, não temos ainda essa relação estreita com o tereré, o que é uma pena, pois assim deixamos de valorizar mais um elemento importante da nossa cultura.


Porém, alternativas políticas não faltam para quebrar essa imagem condenada da bebida. Investimento em propagandas, concursos e festivais que promovam o tereré podem ser feitos tanto pela inciativa pública como a privada. O que se deve ter em mente é que, mesmo sendo uma bebida de consumo recreativo, possui funções positivas tanto na cultura quanto na saúde e economia.


Ainda que estejamos longe de ter oficialmente o tereré como símbolo do nosso estado, a realidade demonstra que falta apenas política e mais atenção ao fato, porque a verdade é que por aqui todo mundo sabe como preparar o tereré, sendo que cada um de nós podemos fazer parte algum dia da mesma roda. Não há (quase) nada mais político do que isso. Caso haja mais investimento na reafirmação e difusão do tereré, quem sabe um dia não veremos nossas lideranças empunhando a cuia de tereré com o mesmo orgulho com que fazem os sulistas.


3 de out. de 2011

A Cultura do Desperdício







É quase meio dia, faz quarenta graus, e não encontro uma sombra para estacionar o meu Fusca. Logo que desço do carro, uma tempestade de poeira vermelha bate no meu rosto, e lá ao longe é possível enxergar um homem trabalhando em meio a fumaça tóxica.


Assim que me deparei com o lixão de Paranaíba, pensei que o cenário poderia ser bem pior, só não o é porque parte do lixo acumulado da cidade está sendo soterrado pela terra vermelha do local. Mas, se o lixão possui suas artimanhas para esconder e reinventar-se, o mesmo não se pode dizer das pessoas que trabalham no local. Há homens e mulheres recolhendo, selecionando e queimando o resto do que compramos. Não é um local para os fracos, muito menos aos que se preocupam com a estética ou a saúde, já que o local exala fumaça tóxica praticamente o dia todo.


A unanimidade no lixão são as sacolas plásticas. Há um bolo delas por todos os lados, inclusive nos arredores e nas margens da rodovia, como se um vento forte houvesse empurrado alguns entulhos para as áreas próximas. Mas não, foi alguém que depositou-os ali, ignorando talvez o impacto ambiental daquilo que certamente não será reciclado. Por isso, quando ouvimos falar de sustentabilidade, reciclagem e cultura, tudo é dito em nome daquele cenário triste e sofrido que é o nosso lixão - assim como o de outras cidades.


Se a humanidade é capaz de desenvolver foguetes, sinfonias, remédios e estratégias para vender mais, devemos reconhecer que estamos muito atrasados no que tange ao cuidado com o nosso planeta.

O trabalho de enterrar o lixo acumulado até agora é apenas um esforço paliativo, já que mais toneladas de lixo continuarão sendo despejadas nas margens da MS-240, e outras pessoas continuarão tirando dali o seu sustento, e a brisa tóxica continuará ardendo...


A única pessoa com quem conversei no local foi um operador de uma das máquinas alugadas pela Prefeitura. Enquanto aguardava debaixo do sol a chegada da marmita, o trabalhador divagou sobre a chuva que não vem, expôs uma teoria sobre comunicação global, e não deixou escapar o tema da reciclagem. Bebi um pouco da água que ele me deu e fui embora, tentando encontrar algum morador do local.

Fracassado no meu intento de conhecer mais a fundo aquele pedaço de cidade que ignoramos, volto pra casa com o corpo cheio de poeira e com a cabeça longe, pensando se as pessoas se importam com esse tipo de coisa, ou se tudo faz parte do "projeto de Deus", segundo afirmam os mais confiantes.


Realmente não posso acreditar numa ou noutra coisa, e também sei que todo nosso sonho de consumo invariavelmente há de terminar ali, indicando que o esforço coletivo possui a contradição de criar benefícios, mas também de desenvolver suas mazelas.


Daí vejo a importância da existência da Cooperativa de Reciclagem de Paranaíba (COOPERA) e dos pequenos esforços desenvolvidos em nome da reciclagem e contra o desperdício. Por isso, é importante bater na tecla da reciclagem, e mesmo que atualmente essa palavra tem sido utilizada apenas como slogan de festivais, empresas e governos, espero que algum dia ela seja algo levado muito a sério por todos nós… levada tão a sério que há de mudar até os nossos hábitos corriqueiros.



texto publicado originalmente no jornal O Interativo


28 de set. de 2011

A Invasao do Funk Carioca

Não começou agora; já faz algum tempo que o gosto musical da massa paranaibense tem se mesclado com outras tendências musicais e comportamentais oriundos de outros centros que não as nossas matrizes sertanejas Campo Grande e Goiânia. Como já deu pra perceber, a onda do momento tem sido o funk carioca.


Esse estilo musical muito controverso foi mais uma das influências externas que nós, brasileiros, arranjamos um jeitinho de engolir e vomitar com o sabor das nossas entranhas. Tudo começou por volta dos anos 70, com os bailes embalados pelo soul, black e funk music importados dos EUA. Com o tempo, naturalmente os DJ's começaram a buscar novos ritmos de música negra, mas o termo "funk" permaneceu.



A partir da década de 80, os bailes funis do Rio de Janeiro começaram a ser influenciados por um novo ritmo da Flórida, o "Miami Bass", com letras erotizadas e batidas mais rápidas. Assim, as primeiras gravações do que viria a ser o funk carioca atual, eram apenas versões traduzidas ou adaptadas dos hits do "Miami Bass". Mas com o tempo, numa tendência natural de qualquer manifestação popular, as letras começaram a falar também do cotidiano daquele local, iniciando assim temas sobre violência e miséria nas favelas.


O gênero só formou sua própria identidade nos anos 90. O número de gravações cresciam devido à facilidade de realizar gravações caseiras (com softwares populares lançados naquela década) e a partir daí bastou a Xuxa gritar "Tá tudo dominado" pra coisa acontecer de vez. Na ocasião, o DJ Marlboro - um dos precursores do movimento no Brasil - era o sonoplasta do programa da Rainha dos Baixinhos. Outro fato que ajudou a consolidar o funk carioca, foram as torcidas de futebol incluindo temas do funk em seus gritos-de-guerra. Lembra-se do "Ah! Eu tô maluco" e "Uh Tererê" ?! Pois bem, eram apenas versões "abrasileiradas" de hits norte-americanos.


O funk que temos escutado com mais frequência é apenas a ponta de um vasto iceberg. Desde seu início, o funk talvez nunca tinha sido tão presente como está sendo agora, mesmo após termos sobrevivido a grupos como Furacão 2000, Bonde do Tigrão, Mc Serginho e Tati Quebra-Barraco, característicos por tocarem um "som de preto favelado, mas quando toca ninguém fica parado". Não posso deixar de fora a dupla Claudinho & Buchecha, assíduos no programa da Xuxa, mas que adotavam a linha do "funk melody", um estilo que flerta mais com as influências pop e românticas.


Ilustrando essa tendência cultural, por Paranaíba já passaram alguns bondes e mulheres frutas, mas talvez o que representa o auge do gênero em Paranaíba é a possível vinda do polêmico Mr. Catra, com suas letras escrachadas, erotizadas ou machistas. Talvez o que pouca gente saiba é que o cantor já atuou em país como: Alemanha, Rússia, Suécia, Suiça, Noruega, Holanda, Polônia, Dinamarca, Inglaterra e outros. Sua vinda a Paranaíba selará de vez o funk como moda na cidade.


Mas a pergunta que fica é: Até quando? Será que estamos diante de mais uma moda passageira, assim como foi a lambada, o porno-axé do É o Tchan, o pagode e o sertanejo universitário? Ou já está tudo dominado e ainda não compreendemos? Eu realmente não sei, mas acredito que o funk carioca dificilmente irá progredir para novos paradigmas musicais enquanto não progredirem os ouvidos de quem o escuta. Do contrário, tudo resumir-se-á sempre à bundinha…



texto publicado originalmente no jornal O Interativo