Rascunho para um futuro poema sobre Paranaíba
Paranaíba, cidade de vocação progressista que escreve a sua história ao sabor das contradições. Cidade de gente extremamente hospitaleira, a qual não se furta em ajudar o próximo, e jamais dispensa uma boa festa. Paranaíba, aos seus filhos, é como a mãe-coruja que usa a chantagem para tê-lo por perto, pois quem nasce aqui e vai embora, quase sempre retorna cheio de saudade.
Muito mais, é uma cidade de mentes brilhantes: empreendedores, inventores, universitários, pesquisadores, artistas, poetas, sonhadores, trabalhadores, idealizadores; e ainda que seu povo queira sempre mais de seu chão, Paranaíba é onde acontece a união entre a semente e a terra, e o resto fica à mercê do tempo.
O tempo por aqui não passa… as manhãs ensolaradas e os finais de tarde calmos, alento para os dias quentes de trabalho, sempre regados a suor e tereré. E ainda que seu povo pense que não, ela cresce; aqui e ali um operário levanta uma parede, e enquanto tem gente saindo, outros vão chegando.
Capital do Bolsão e do Carnaval, cidade de duas capitais: Campo Grande e São José do Rio Preto. Longe do mar e perto do rio. Cidade sem ferrugens mas de poeira.
Aqui enraizou-se a cultura caipira, de um povo que dispensa ornamentos estéticos, embora não viva sem uma bela carne assada.
Paranaíba, com seus 154 anos, carrega ainda a beleza e a ingenuidade das moças que por aqui nascem. E mesmo que sua poesia nunca acabe, seu fim está escrito onde o sonho de cada um renasce.
Parabéns!
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