15 de fev. de 2011

TAZ - ou Zona Autônoma Temporária

Em sessões com o Professor Heitor (ou Hector Bonilha, ou ainda Hector Camacho para alguns), lembrei-me do escritor Hakim Bey, e consequentemente o conceito das zonas autônomas temporárias.

Enquanto o Heitor está trabalhando em sua máquina do tempo, forneço aqui uma chave importante: a máquina do espaço.

Sessões metafísicas com o Heitor podem ser aproveitadas em qualquer ocasião, fica a dica.


O QUE É UMA ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA?

Resposta de Hakim Bey:

A Zona Autônoma Temporária é uma idéia que algumas pessoas acham que eu criei, mas eu não acho que tenha criado ela. Eu só acho que eu pus um nome esperto em algo que já estava acontecendo: a inevitável tendência dos indivíduos de se juntarem em grupos para buscarem liberdade. E não terem que esperar por ela até que chegue algum futuro utópico abstrato e pós-revolucionário.

A questão é: como os indivíduos em grupo maximizam a liberdade sob as situações dos dias de hoje, no mundo real? Eu não estou perguntando como nós gostaríamos que o mundo fosse, nem naquilo em que nós estamos querendo transformar o mundo, mas o que podemos fazer aqui e agora.

Quando falamos sobre uma Zona Autônoma Temporária, estamos falando em como um grupo, uma coagulação voluntária de pessoas afins não-hierarquizada, pode maximizar a liberdade por eles mesmos numa sociedade atual. Organização para maximização de atividades prazeirosas sem controle de hierarquias opressivas.

Existem pontos na vida de todos que as hierarquias opressivas invadem numa regularidade quase diária; você pode falar sobre educação compulsória, ou trabalho. Você é forçado a ganhar a vida, e o trabalho por si só é organizado como uma hierarquia opressiva. Então a maioria das pessoas, todos os dias, tem que tolerar a hierarquia opressiva do trabalho alienado.

Por essa razão, criar uma Zona Autônoma Temporária significa fazer algo real sobre essas hierarquias reais e opressivas - não somente declarar nossa antipatia teórica a essas instituições.

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